Estudantes da capital e interior celebram a cultura e as tradições indígenas

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Os estudantes das escolas da rede estadual indígenas e não-indígenas comemoraram o Dia do Índio, nesta quinta-feira (19), com diversas atividades, que visam reforçar a identidade étnica e valorizar a cultura e as tradições dos povos indígenas. Em Olivença (392 km de Salvador), no Sul do Estado, os estudantes do Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Olivença recebem como convidados estudantes indígenas de Abaeté, Amotara e de Cuipe de Baixo para os “V Jogos Indígenas Tupinambá”, que foram abertos nesta quinta e seguem até domingo (22), na Aldeia Mãe Olivença.
A realização dos Jogos Indígenas objetiva integrar as comunidades escolares indígenas dos tupinambás de Olivença e as etnias convidadas, como o povo Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Tuxá, Kiriri e Pankararé para difundir os costumes indígenas. Dentre os jogos, destacam-se: arco e flecha, arremesso de tacape, cabo de força, natação, corrida de tora, futebol, corrida rústica, zarabatana, luta corporal e luta com maracá.
No Colégio Estadual Indígena de Coroa Vermelha, localizado na aldeia Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália (690 km de Salvador), no Extremo Sul do Estado, os estudantes participam da “Semana Cultural”. A programação, realizada até hoje, incluiu brincadeiras e pinturas indígenas, desfile de Jokana e Kakusu (casal indígena mais bem enfeitado), além de rituais e brincadeiras tradicionais.
No Colégio Estadual Indígena José Zacarias, localizado no município de Banzaê (326 km de Salvador), os estudantes indígenas também realizaram uma série de atividades comemorativas e receberam a visita dos estudantes não-indígenas do Colégio Estadual Professora Maria de Lourdes Ferreira da Silva, localizado em Nova Soure (242 km da capital). O intercâmbio possibilitou a troca de conhecimentos e saberes. O cacique Lázaro Gonzaga de Souza, do povo Kiriri, da aldeia Mirandela, ministrou uma aula abordando aspectos culturais e a história do seu povo.
A estudante Ednanda Sales Evangelista, 17, 3° ano, do Colégio Estadual Professora Maria de Lourdes Ferreira da Silva, falou que ficou encantada com a cultura dos indígenas Kiriri. “Achei muito interessante que cada tipo de traço nas pinturas dos corpos deles tem um significado específico. Outra questão que me chamou a atenção foi que um dos indígenas falou o seguinte: ‘preservar cada vez mais nossos antepassados é trazer conosco as suas riquezas’. Isto me fez refletir muito”, revelou a estudante.
A professora e coordenadora pedagógica, Robélia Aragão, disse que a visita teve um papel pedagógico. “O intuito foi estabelecer o contato dos estudantes com a cultura indígena para o enriquecimento do currículo trabalhado na escola. A atividade propiciou o resgate e o estreitamento de laços culturais, uma vez que Nova Soure e Banzaê possuem algo em comum, que é a origem indígena. Os estudantes e professores aproveitaram bastante o espaço e o tempo de aprendizagem, por meio do contato com uma cultura viva”, afirmou.
Flávio Costa, vice-diretor do Colégio Estadual Professora Maria de Lourdes Ferreira da Silva,  destacou a importância da visita dos estudantes não-indígenas. “Apoiar uma ação desta natureza possibilita o contato do aluno com a história e com a cultura fora das quatro paredes da escola”, salientou.
Na capital – Em Salvador, para celebrar a data, estudantes do 6º ano, da Escola Estadual Severino Vieira, localizada no bairro de Nazaré, fizeram uma apresentação típica indígena conhecida como “Dança dos Paus”, na manhã desta quinta-feira (19), no Centro Cultural Solar Ferrão, situado no Pelourinho. A atividade, voltada para estudantes de escolas públicas do entorno, também contou com apresentações da Orquestra Mueofônica, de um grupo de percussão local e da indígena Weena Miguel, da aldeia Ticuna, que dançou e falou um pouco sobre a cultura de seu povo, na região Norte do Brasil.
Segundo a professora de Língua Portuguesa e idealizadora da atividade, Eleonor Correia, a cultura indígena é trabalhada no currículo durante o ano letivo. “Além de pesquisas, eles participam da oficina ‘Som dos Esquecidos’, desenvolvida em parceria com os museus do Pelourinho, quando aprendem sobre as culturas indígena e africana”, afirmou a educadora.
Cauã Henrique Borges e Matheus de Araújo Lopes, ambos com 12 anos, afirmaram que aprender sobre a cultura dos povos indígenas é essencial. “Na escola e na oficina estudamos muito sobre os indígenas e, hoje, é um dia muito especial para eles. Por isso, apresentamos a ‘Dança dos Paus’ como uma forma de homenageá-los”, disse Cauã. Já Matheus completou que “foi muito bom tocar o instrumento Maracá e conhecer uma indígena”.
Fonte: secretaria de educação da bahia

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