POSTO DA PRF DE RIBEIRA DO POMBAL: UM OLHO NO PADRE O OUTRO NA MISSA

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Por Tony Santos

A imprensa trabalha com duas fontes de informações. A oficial e a oficiosa. Apesar da primeira ser tradicionalmente a mais crível, é preciso ser prudente, uma vez que nem sempre aquilo que se é passado por ela, é o retrato de uma realidade ampla, mas apenas um recorte dela.

Por isso imaginar que o fato da Assessoria de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, apesar de merecer todo nosso respeito, ter se posicionado afirmando que não há que se falar na possibilidade do posto da PRF ser desativado aqui em Ribeira do Pombal, uma vez que sua presença é justificada pelo grande fluxo de veículo e pelo aumento da criminalidade, o que venhamos e convenhamos, é a razão pela qual todos torcemos para que de fato isso não aconteça, é o suficiente para dar a questão como encerrada. Pensar assim é no mínimo ingenuidade.

Isso é o que temos de oficial, mas o que temos de oficioso, porém tão real e merecedor de toda confiança, assim como a nota da assessoria da PRF, é que existe sim uma preocupação muito grande diante das dificuldades enfrentadas pelo baixo efetivo na área de abrangência sobre o comando da Delegacia de Paulo Afonso e que com a criação de um posto em Bendengó, que também pertencerá à mesma área, o número de agentes que já é insuficiente, possa se tornar crítico (se já não o é), caso os recursos humanos para cobrir o novo posto sejam retirados do atual efetivo.

Então, o certo é que a imprensa, os políticos e toda a sociedade civil estejam com um olho no padre e outro na missa, pois caso a fonte oficiosa, cujos protogonistas, no caso os agentes, que por questões burocráticas não podem se manifestar oficialmente sobre o assunto, mas que guardam grandes verdades, tenham de fato a razão da preocupação, e dessa forma sejamos pegos de surpresa. Se não com a desativação do Posto, mas com um esvaziamento ainda maior do que o que já existe hoje.

Existem notícias que não podem ser enquadradas no caráter imparcial tão reivindicado pelos críticos do jornalismo. A depender da situação, é preciso sim que a imprensa tome partido, mesmo que depois fique comprovado que foi apenas uma nuvem de fumaça, o que esperamos que seja, até porque as coisas neste país nem sempre são tratadas com a devida transparência.  Melhor pecar pela ação do que pela omissão.


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